Coluna do Parapente

-A Parapente Mag dando notícia de que o piloto Thomas Puthod estabeleceu um novo record de distância-livre da França, voando 232km(o recorde anterior era 211km), de Grasse en Vercors à Sion na Suiça, em seis horas e trinta minutos. No dia 24 de maio, de Zen.

-A inglesa Kat Thurston, recordista feminina de distância-livre(Africa do Sul, dezembro de 95, 285 km), também está com a maior marca geral, mas não o recorde, uma vez que o vôo de 337 km de Bojan Marcik não foi homologado até agora(embora ambos tenham voado na mesma semana e no mesmo local). Tudo indica que ele dançou porque entrou em área de vôo proibida. Alex Louw continua oficialmente com o record geral (283,9 km). A marca de Kat não é record geral porque precisava superar a do Alex em 2%. Coisas da tradição da FAI.

-A AVLRJ suspendeu por 30 dias o piloto Ruy Marra da Silva por indisciplina de vôo(transgressão à secão 103-27 da NSMA 58-103 que proíbe vôo noturno). Além do mau exemplo(que um instrutor não deve dar), o dignificante, no ocorrido, foi, segundo o Waltinho, o piloto negar o fato e sua tentativa de provar que estava em aula na hora do vôo.

-Em dia de tremendo faroeste, um piloto recém-liberado com apenas quatro vôos no Pepino, demonstrando muito mais juízo e responsabilidade que o instrutor que o liberou, decidiu não decolar e presenciou o sufoco de dois ingênuos que o fizeram. O instrutor é o mesmo de sempre. O que faz discurso e demagogia de segurança de vôo para impressionar quem não o conhece. É só apurar. Foi no dia 10 de julho.

-Quando se pretende transmitir algum pensamento através da palavra escrita, o mínimo que se espera é que se o faça com idéias claras, precisas e isentas. É o que tentamos fazer. Se o estilo literário é agradável, melhor ainda. A nossa posição sobre vôo-duplo de parapente divulgada dois meses atrás incomodou. A ponto de fazerem um enorme esforço intelectual e escreverem sobre o assunto dando opinião. Houvesse ela sido emitida com argumentação lógica, fidedigna e racional, e contivesse um mínimo de sinceridade na sua suposta preocupação por segurança de vôo(é só atentar para os exemplos) e a questão estaria encerrada. Afinal, opinião é opinião. Mesmo mal escrita. Entretanto, como soe acontecer com o conhecido cidadão, o assunto foi explorado com a habitual compulsão patológica pela fantasia, meia-verdade e defendendo interesses pessoais. E usando citações, exemplos e hipóteses que, na maioria das vezes, nada têm a ver. É difícil, até concluir se é intencional ou se é despreparo mesmo. Sobre a sugestão de um termo de responsabilidade a ser firmado pelo candidato a vôo-duplo, nem uma palavra. Isso deve preocupar a quem não a tem. Por tudo isso, voltamos ao assunto e reafirmamos o que foi dito antes. A exigência de nível III para voar duplo de parapente é um exagero incoerente. Ou então, está errado o que se quer do nível III. Um ano de esporte e um mínimo de cem vôos, seriam mais do que suficientes. Porque, acima de tudo, voar duplo é um direito do cidadão-voador e não há nada, em nenhum regulamento aeronáutico, que lhe negue ou restrinja esse direito. Dificultar o acesso de quem começou a voar depois, com requisitos desnecessários, é puro arbítrio e só trará desmoralização do regulamento, que não será cumprido. Piloto de asa para voar duplo tem de voar distância e participar de campeonato brasileiro? Será que é tão complicado escrever coisas para serem cumpridas? Tentar justificar as restrições com bobagens e sandices só conduzem ao ridículo. É a minha opinião. Isenta e compartilhada por muitos. Mas aberta a ouvir argumentos divergentes. Sadios e desinteressados.

-Waltinho, Leandro e Alex passando na prova de instrutor. Não teve mistério nenhum. Foi só se esforçar, estudar e tirar dúvidas. "Quem não sabe pergunta ao guarda", como já dizia um sábio da Babilônia(ou teria sido do Tibet ?). A intenção da prova não é derrubar ninguém. Só cobrar um nível adequado de conhecimento de quem quer ser instrutor. Nada além disso. Agora, é só ter responsabilidade e caráter e não dar maus exemplos.

Por falar nisso, a ABVL está enviando expediente ao Sub-Departamento Técnico do DAC solicitando que as provas de Instrutor de Parapente sejam descentralizadas e aplicadas nos Serviços Regionais de Aviação Civil (SERAC).

Algumas novidades também no fluxograma de prova, inscrição, CPD, liberação, alunos de fora e outros assuntos afins, sendo introduzidas pelo PRC/AVLRJ.

-Segundo propaganda na Parapente Mag, a Nova divulgando sua linha 96 com o Philou, Axon, Xyon e Xenon. O Phocus saiu. Por falar em Nova, Papesh já ensaiando seu novo bólido, ainda protótipo, o X-27.

-Bruno, Tavinho e Maurício Mota, esses dois últimos já meio desconhecidos do pessoal mais novo, seguindo para a Europa onde vão escalar o Mont Blanc e descer voando. Boa sorte !

-Bob Hannah, o homem da segurança de vôo da UHGA na área de parapente, dando conta do uso muito bem-sucedido de um reserva dirigível em forma de asa rogallo que permite pouso suave em pé, tranquilo. O problema é que esse negócio entra num campo muito especializado, onde há que se livrar do paraca antes de abrir o reserva, embora em alguns sistemas, a própria desconexão do paraca já acione o reserva. Sei lá, isso é capaz de causar mais problemas do que previní-los.

-Próximo vôo de T-6: agosto. Prioridade: Alexandre Fett, Marcelo e Leila, mais um voador de APCO a ser sorteado. Primeiro, sortearemos o tipo de parapente, depois o piloto. Todos terão direito rachar a gasolina: 100 litros/hora. Acrobacia, à pedido.

-Nossos anjos-da-guarda de asa rotativa vivendo momentos difíceis. Adonis e sua equipe do GCOA sob intensa pressão, sendo acusados da morte de um inocente. Em um tiroteio, existem duas possibilidades quanto à origem de uma bala perdida. Ela pode ser de um lado ou do outro. Pode até ser que a origem tenha sido do helicóptero. Nós não temos bola de cristal para saber. Mas daí a acusá-los de premeditação, queima de arquivo e outras sandices como a imprensa vem fazendo, vai uma distância enorme. Tem um bocado de gente querendo faturar na próxima eleição e levá-los à fogueira. Por isso, correu no Pepino um abaixo assinado em solidariedade a eles.