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Foi o primeiro parapente fabricado de modo independente pela APCO. A vela foi totalmente inspirada no COMET de Hannes Papesh (fabricado em Israel para a STV).
A sigla CZ foi adotada com a intenção nítida de relacionar o parapente com o COMET, que era conhecido como CX. O CZ tinha suspensão piramidal com três elevadores e possuía dois trimmers, um nos tirantes A, que funcionava como acelerador, e outro, nos tirantes C. As células eram duplas. Para diferenciá-lo do CX, a APCO modificou o estabilizador fazendo-o pontudo e com uma única linha. Temos notícia de um único CZ que andou pelo Rio em fins de 80, provavelmente trazido por algum turista.
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Foi, ainda, inspirado no desenvolvimento do COMET, tendo apenas sido abandonado o trimmer dianteiro. A suspensão continuou piramidal até fins de 90, quando passou a ser linear, fazendo uso de elevadores de 04 tirantes. Foram trazidos 06 Hilites II para o Brasil. O primeiro chegou em 90 para o Paulo Pinto que o havia conhecido através do Comandante da South African Airways, Sid Bottom. Sid representava a APCO no seu país e, durante um bom tempo, sempre que viajava para o Rio, trazia seu equipamento e voava com a gente. O primeiro Supra a voar no Brasil também o foi com o Sid em 93. Dos 06 Hilites, sabemos do destino de cinco que continuam voando perfeitos, dois no Rio, um em Porto Velho, um em Petrópolis e um em São José dos Campos (o primeiro deles).
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Já foi um projeto independente da APCO, embora nós o julguemos levemente inspi-
rado no CXC que Papesh projetou quando fundou a NOVA. Lançado em 91, o Hilite III reteve o padrão de cores do Hilite II, daí a enorme confusão que se faz entre um e outro, embora eles sejam parapentes completamente diferentes. Como caracterís-
ticas marcantes deste modelo, podemos citar: células duplas, elevadores de quatro tirantes com trimmer, boa velocidade para a época (40km/h) e L/D entre 6 e 6,5. O Hilite III demonstrou ser um parapente muito fácil e dócil e perfeitamente passível de ser usado na instrução inicial. O primeiro modelo a chegar ao Brasil foi um 29m², em meados de 91, para o Paulo Pinto. Ao todo, vieram dezesseis Hilites III para o Brasil. O Hilite III foi o primeiro APCO a bater um recorde mundial.
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Lançado junto com o Hilite III em 91. Ele foi produto dos engenheiros russos que a empresa contratou depois da abertura na União Soviética. Inicialmente projetado com elevadores de três tirantes, sem trimmer e sem acelerador, o Starlite se destinava à instrução. Posteriormente, foram desenvolvidos elevadores de quatro tirantes com trimmer e versões de três tirantes com acelerador. Nós criamos uma versão especial "brasileira" com quatro tirantes, acelerador e trimmer que chegava aos 50km/h. Existi-
ram duas versões de velame do Starlite, a Standard e a Plus. Esta possuía o extrador-
so do bordo de ataque em mylar. O primeiro Starlite a chegar ao Brasil (de um total de trinta) foi um modelo 26m² verde para o Ruy Pinto em meados de 1991(é o da foto). O Starlite II, com o mesmo velame, mas cerca de 150m a menos de linhas, lançado em 92, tem um L/D semelhante ao do Hilite III, ou seja, 6,5.
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Substituiu o Hilite III em 92. Foi um parapente já bastante sofisticado com mais de cinqüenta células, L/D em torno de 7 e velocidade de 45km/h. Foi fabricado em duas versões: a Standard e a Competition. Esta última, não era homologada e se destinava a quem quisesse competir. O Standard foi homologado com 11 A's e 1 B. Os tama-
nhos eram 25, 27 e 29 para o Standard e 28 e 30, para o Competition. Os Astras deti-
veram diversos recordes mundiais, sendo o mais significativo o de distância-livre (Alex Louew, África do Sul, 283km) que vigorou de 31 Dez 92 até 24 Dez 95. O primeiro Astra brasileiro pertenceu ao Toninho Malvadeza e chegou ao Rio em 92. Os seis modelos trazidos para o Brasil continuam voando, dois em Belo Horizonte, um em São Paulo, um no Rio, um em Valadares e o último foi vendido em 95 pelo Ricardo Brondani, em Porto Alegre, para um piloto argentino. O Astra 29 da foto é do Alex Brasil.
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Em 93, o Starlite II ascendeu para o nível de intermediário "saída-de-escola" e o
PRIMA foi lançado como "parapente-escola". É um parapente muito elementar,
com elevadores de três tirantes, acelerador, homologação 12 A's e um L/D próximo de 6. Sua velocidade máxima é de 39km/h. Existem sete Primas no Brasil, todos usados por instrutores, porquanto nós não o recomendamos, salvo para o mister de aula.
Na foto vemos Tereza Cristina durante seu aprendizado, fazendo uso do Prima 25, de 93, do Paulo Pinto.









